segunda-feira, 21 de junho de 2010

O que Deus uniu, ninguém separa. Ninguém?



 Há um ditado que diz que casamento é igual a submarino: ambos foram feitos para afundar.  A 'Alice' aqui prefere crer que isso não seja verdade. Evidente que em algum momento da vida conjugal, a maioria dos casais  já se viu obrigado a parar naquele ponto crucial e questionar o seu casamento.
Dúvidas, angústias, mágoas, definições sobre a tão sonhada felicidade. É normal fazê-lo. O legal quando se questiona é que também é importante (e justo) questionar o nosso comportamento em relação ao outro,  em relação aos filhos. Estes hábitos costumam salvar muitas uniões. Sim, porque se nós só pensarmos na "nossa" condição, dificilmente o relacionamento vinga. Pessoas  não se casam para se separar. É uma forma de manter a coerência na vida e  nas atitudes diante das crises que seguramente aparecem.
Estamos passando por um momento triste e preocupante, porque é grande o número de famílias destruídas, desunidas, desmoralizadas. A família está desmoralizada. Mas há forças lutando pelo resgate das famílias. Forças na terra e no céu.

E AS CRIANÇAS?
 Preservar uma união por causa de filhos nem sempre é a melhor solução, porque se o tempo não curou algumas feridas entre o casal, é mais provável que com o tempo o casamento se transforme numa batalha campal. Os filhos sofrem muito com  o fim do casamento, são as maiores vítimas. Já senti o fracasso da separação  na pele. Meus pais  se separaram numa época em que não era uma prática comum.  No final dos anos setenta a separação era mal-vista e os filhos do divórcio sofriam discriminação. Os colegas a olham com desconfiança. A criança se sente responsável pela separação, acha que foi por causa dela que o pai e a mãe não estão mais juntos. Me senti péssima durante toda minha puberdade e parte da juventude. Pensava  que poderia carregar o peso da separação dos meus pais nas minha costas sem sequelas.
Então decidi  me separar para sempre do meu pai. Eu  pensava da seguinte forma: Se ele, que é meu pai, não se preocupou em nenhum momento com os filhos, porque eu me preocuparia?  O duro é que minha mãe ainda o amava, e de vez em quando, culpava os filhos pelo fim. Às vezes devia bater um desespero na minha mãe. Imagine ter de educar, vestir, calçar e alimentar seis filhos com salário de professora universitária. (!) Mas ela não desistiu de nós. Muito menos Deus. Hoje entendo que  para se ganhar algo, é necessário perder. Nós perdoamos nosso pai, e a família toda se fortaleceu. Apesar da separação.

O  TÉDIO BATE  À  SUA  PORTA
Amor não tem nada a ver com  romantismo. Quem coloca  o romantismo como base de sustentação numa união,  possivelmente a frustração e o tédio vão chegar. O  ideal romântico é uma fantasia, é algo que  gera uma expectativa  negativa  e nos torna  refém de  regrinhas  que a sociedade impõe.  Dia dos namorados,  por exemplo. Foi uma data inventada para vender, vender... Quem se beneficia  desta data?   Para mim, todo dia é dia dos namorados, todo dia é dia de dizer "Amo Você". Eu sou romântica, mas não sabia que era,  não associava o nome à pessoa.

O meu romantismo é multifuncional e está  intimamente  ligado com  o meu jeito de ser e de encarar os desafios da vida com alegria.  Eu tenho um ideal de amor, sim. Meu ideal  é o amor  ágape. A amizade espiritual. O querer bem . O respeito e a admiração. É o conteúdo, sem  alterações  nem retoques do livro de 1 Coríntios 13 4-8: "O amor é paciente, é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira (...) se alegra com  a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."  Amo aquilo que admiro. Aquele que tem uma visão criativa diante dos problemas, que pensa coisas que eu não pensei e funciona de uma forma diferente da minha.
Num casamento é  fundamental sabermos conviver com as diferenças e com as limitações de cada um. Homens e mulheres pensam e reagem de forma  diferente, e  respeitar  estas reações  seria  um mandamento para que o casamento sempre navegasse em águas tranquilas.
O meio em que se vive também ajuda a manter ou afundar um casamento. É melhor evitar aquele casal de amigos que vive brigando por qualquer coisa ou aquele amigo que acabou de se separar e insiste para que você saia de vez em quando com ele para... espairecer. Não se iluda, você está em outra, você casou. Apoio é uma coisa, viver e curtir com amigos o novo estado civil não dá.  Longe de mim e de vocês toda e qualquer tentação. Separação deve ser encarada como um verdadeiro luto. É o sepultamento de um amor. Separação é perda, e todos saem perdendo.

Veja  links para esta postagem:
http://youtu.be/py-UJjBE2O8
http://youtu.be/ZQKZ8WGcR4E





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Curitiba, Paraná, Brazil
Sou uma mulher bem família. Uma pessoa de bem. Cidadã educada que pensa de forma simples. Tenho bons propósitos. Gosto de livros e filmes diferentes, mas não tenho uma vida tão diferente assim. Gosto de desenho, letras, artes, música alternativa, clássica, punk, pós-punk, folk, samba, rock em estado bruto ou não, com pitadas eletrônicas ou acústicas. Ultimamente tomo muito cuidado com o que quero, pois meus desejos se tornam realidade num estalar de dedos.